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Terça-feira, 25 de Março de 2025, 12h:54 - A | A

Direitos Femininos

Deputada Janaina Riva propõe Índice Global de Direitos das Mulheres na ONU para combater violência de gênero

Redação

Durante a 69ª Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW) da ONU, a deputada estadual de Mato Grosso, Janaina Riva (MDB), destacou a alarmante realidade da violência contra as mulheres no Brasil e propôs a criação de um Índice Global de Direitos das Mulheres (IGDM). A iniciativa busca avaliar o compromisso dos países com a proteção feminina e condicionar benefícios econômicos à adoção de políticas efetivas de igualdade de gênero.Durante a 69ª Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW) da ONU, a deputada estadual de Mato Grosso, Janaina Riva (MDB), destacou a alarmante realidade da violência contra as mulheres no Brasil e propôs a criação de um Índice Global de Direitos das Mulheres (IGDM). A iniciativa busca avaliar o compromisso dos países com a proteção feminina e condicionar benefícios econômicos à adoção de políticas efetivas de igualdade de gênero.


Violência contra mulheres em Mato Grosso é destaque no discurso


Em sua fala, Janaina expôs a grave situação enfrentada pelas mulheres em Mato Grosso, estado que lidera o ranking de feminicídios no Brasil. A deputada relembrou crimes brutais, como o assassinato de Cleci e suas três filhas em Sorriso e o caso de Emelly, jovem de 16 anos que foi morta e teve seu bebê arrancado do ventre em Cuiabá.


“O mundo se preocupa com a produção agrícola de Mato Grosso, com questões ambientais e investimentos bilionários, mas ninguém parece se importar em proteger nossas meninas e mulheres. Enquanto discutimos economia, vidas femininas são brutalmente interrompidas. Isso precisa mudar”, afirmou a parlamentar.


O que é o Índice Global de Direitos das Mulheres?


A proposta da deputada prevê a criação do IGDM, um indicador que avaliaria os países com base em cinco pilares fundamentais:

1. Direitos Legais e Proteção Contra Violência

• Existência e aplicação de leis contra violência doméstica e feminicídio

• Garantia de direitos reprodutivos e acesso à justiça especializada

2. Participação Política e Representatividade

• Percentual de mulheres no parlamento

• Políticas de incentivo à liderança feminina

3. Autonomia Econômica e Igualdade Salarial

• Equidade salarial entre homens e mulheres

• Acesso ao crédito e incentivo ao empreendedorismo feminino

4. Educação e Saúde

• Escolarização e alfabetização feminina

• Redução da mortalidade materna e infraestrutura de saúde no campo

5. Proteção Contra Discriminação Cultural e Social

• Criminalização de práticas como mutilação genital feminina e casamentos forçados

• Direitos de herança e propriedade para mulheres


Sanções e benefícios para os países

 

“A vida das mulheres não pode ser um tema secundário. Nossa luta precisa ter peso na política internacional”, finalizou.

A proposta sugere que o IGDM seja utilizado para condicionar benefícios econômicos e sanções internacionais. Países com baixo desempenho poderiam sofrer restrições em investimentos e financiamentos internacionais, enquanto aqueles que garantirem avanços nos direitos femininos seriam beneficiados com incentivos econômicos.


Ao encerrar sua participação, Janaina Riva reforçou que a proteção às mulheres precisa ser tratada com a mesma seriedade das pautas econômicas globais.


“A vida das mulheres não pode ser um tema secundário. Nossa luta precisa ter peso na política internacional”, finalizou.


Acompanhe mais notícias sobre o avanço dos direitos das mulheres no A Virada Feminina News.

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